Estudando idiomas para a diplomacia
Estudar idiomas é a parte mais difícil para passar no concurso de diplomata do Instituto Rio Branco.
No concurso atual, segundo o edital do ano de 2019, são quatro idiomas: Língua Portuguesa (gramática, linguística e literatura), Inglês, Francês e Espanhol. Quem já fez o concurso e conseguiu chegar tão longe nas três ou quatro fases que caracterizam o concurso, sabe que geralmente a nota tirada em línguas é geralmente mais baixa do que nas outras matérias.
A prova de língua portuguesa se divide em duas fases: a primeira fase compreende uma prova objetiva, que basicamente envolve interpretar textos de crítica literária, linguagem diplomática, ou literatura brasileira; identificar vocabulário, fazer análise sintática sob o domínio da gramática corrente; na segunda fase é preciso fazer um texto dissertativo-argumentativo de no máximo 600 palavras e dois comentários de textos literários de no máximo 200 palavras, cada. A prova da segunda fase dura 5 horas.
A prova de língua inglesa envolve duas fases também: a primeira são de questões objetivas para interpretar textos, identificar vocabulário e ter um conhecimento razoável de questões gramaticais relevantes; na segunda fase é necessário fazer uma redação do tipo essay de cerca de 450 palavras sobre textos de política internacional, uma tradução de inglês para português, uma versão de português para inglês e um resumo de um texto, em que se estenda no máximo 35% a 50% do texto original. A prova da segunda fase dura 4 horas.
A prova de língua francesa e língua espanhola só ocorre depois de ser aprovado na 1ª fase, que compreende as provas objetivas de Português, Inglês, Política Internacional, Geografia, História Mundial, História do Brasil, Economia, Direito interno com Direito Internacional. Para ser aprovado nessa prova, pela média dos candidatos, você precisa tirar entre 57 e 45 pontos de um total de 73. Lembrando que cada ponto errado anula um ponto certo. Uma vez aprovado na 1ª fase, na 2ª fase(inglês e português), você fará a prova de Espanhol e Francês em 4 horas de duração. A prova compreende em fazer um resumo de um texto em francês, uma tradução de português para francês, um resumo em espanhol e uma tradução de português para espanhol.
Prestando bastante atenção dá para perceber que só a parte de idiomas deixa a prova bem desafiadora, uma vez que você precisa ter um domínio bastante alto de gramática e vocabulário desses idiomas para conseguir fazer essas provas muito bem, no tempo que se demanda de prova. Estudar idiomas para a diplomacia não tem outro jeito, senão lendo muito em todos os idiomas pedidos, anotando vocabulário, estudando gramática para adquirir domínio, fazer questões objetivas e discursivas anteriores, corrigindo sempre. Apenas isso vai te deixar com o domínio que se quer para a prova de idiomas do Instituto Rio Branco.
A regularidade do concurso ajuda muito, pois existe uma fonte razoável para entender o tipo de texto e de vocabulário abordado na prova, ao consultar as provas anteriores de 2005 a 2019 ( 15 provas objetivas e 15 provas discursivas).
A função dos idiomas para a diplomacia brasileira é importante, pois o diplomata faz muitos relatórios para seus superiores hierárquicos, para a burocracia estatal do país e para interlocutores estrangeiros. Logo, a língua portuguesa, inglesa, francesa e espanhola é muito utilizada, seja para resumir, seja para traduzir, seja para se posicionar, seja para opinar, seja para refletir, sempre em uma linguagem objetiva, clara e concisa.
Por fim, no Instituto Rio Branco, que é a escola de diplomatas do Ministério de Relações Exteriores, os jovens ingressantes no corpo diplomático terão a opção de aprenderem 3 semestres de Chinês, Russo e Árabe.
Pensando nisso, pretendo aprender, por conta própria, além das línguas de diplomacia, um pouquinho de chinês, russo, iorubá e hindi, pois já vislumbro a ascensão econômica chinesa e a necessidade de lidar com essa grande nação de cultura milenar, os russos pela influência geopolítica e militar que tem no mundo, o iorubá que é uma língua afetiva para mim, além de ser falada por grande parte de um dos países mais poderosos economicamente da África; O hindi porque será inevitável lidar com a Índia lá para 2050, quando eu já tiver meus 65 anos de idade.
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